30 abril, 2025

São Paulo, 29 de Abril de 2022


 Ontem, eu hoje de madrugada, eu finalmente apresentei meu trabalho de curso1. também recebi a excelente noticia que apareço aprovado nas matérias pendentes. Falta só a nota do trabalho de curso, mas pelo que adiantou o professor, não devo me preocupar.

 Isso significa que, finalmente, desde 2017 quando iniciei meus cursos em direito2 creio que poderei me sentir satisfeito, pois receberei um diploma de ensino superior. Muito suor, muitas lágrimas. Muitos sorrisos, muita alegria.

 Eu contei pro meu avô, pra minha mãe sobre as notas, sobre o TCC1. Estão todos felizes como eu! O vovô até me falou algo legal, quando eu o agradeci. Que a Airema foi fundamental pra minha cabeça, pros meus objetivos. E é verdade... Nossa como eu amo essa mulher.

 E confesso que é a primeira vez em anos que posso ouvir a trilha sonora dos jornais SP3 sem pensar na UNIP... Jesus... Finalmente consegui, tava tão feliz que só fui dormir umas 3 da manhã.

Notas Importantes:

  1.  Me referia ao minha monografia de final de curso de direito.
  2. Me refiro ao curso de direito em sí, o de bacharel, acho que o mais adequado seria "matérias de direito".
  3. SP2 é um programa de TV da globo, que mostra as noticias da região metropolitana de São Paulo. A abertura do programa e tem uma música bem característica.

27 abril, 2025

IA: um estranho no ninho

A gente é humano. Isso nunca pode ser esquecido: erramos, cansamos, mudamos.

A tecnologia foi entrando. Agora é parte dos nossos dias. 

Mas ainda somos nós aqui.

A Inteligência Artificial: Uma ferramenta. [Nada além disso].

Uma ferramenta como um pincel, uma caneta, uma enxada.

Nos dias em que é preciso, em que a demanda nos atropela, a IA pode ser uma mão amiga.

Organiza. Sugere. Alivia.

Mas quem sente o que sente, quem escolhe, quem decide o que construir: somos nós.

A IA é útil. Sim, impressiona. É rápida.

Mas o que é feito com ela... é [precisa ser] humano.

O que torna tudo isso real... somos nós.

Por que minha necessidade de falar isso? De defender isso? Ainda não tenho essa resposta. Sinto que ainda está no campo da intuição. Talvez logo descubra. 

A Internet de Antes

 Vou confessar a vocês que se o assunto for redes sociais, eu sempre fui mais para o Twitter do que para as outras redes. Antes eu não sabia o porque, mas agora lendo o livro que fala sobre sua origem, sei que tem muita correlação ao blog, a escrita e as palavras. Como microblogging, o Twitter se inspirou muito no Blogger, logo a rede social chamou tanta a atenção quanto o Blogger chamou a atenção a mim para abrir um blog. 

 Não me considero assíduo nas redes. Tenho aversão aos apps da Meta e suas infelizes escolhas de maltratar o usuário para que maximizar o tempo de uso (e suas propagandas), tudo através de um algoritmo que trabalha contra o usuário. É, eu sei que o antigo Twitter, o X também faz isso... Mas acho que dos males ele é o menor, permanece sendo a única rede que não caiu nas mãos do Zuckerberg. Seria pior estar nas mãos do Musk? Tenho certeza que tem gente que discorda do que eu penso...

 O Twitter também tem uma característica interessante que difere dos da Meta. As pessoas não são só felizes, ou fazem algo que te deixa com vontade de fazer ou de ter. No X, tem gente triste, inconformada, tem notícias e tem memes. Tem muita coisa errada e ruim também. Mas a diferença é que eu entro no X e não fico triste depois que saio dele, como acontece com o Instagram, ou o Facebook. De acordo com o X, eu tenho essa conta desde 2009. Não sei dizer o porque, mas meus posts começam em 2016, 2017. Foi interessante rever alguns dos meus posts comentando momentos históricos, outros que nem lembrava de ter postado:

Hj meu café tá charmoso pic.twitter.com/J1zeTDeGs9

— Fernando Levra (@fernandolevra) July 5, 2024

  Eu tenho uma estranha sensação de que as redes sociais tomaram um tamanho tão grande que meio que perdemos o habito de procurar outras alternativas. Parece que tudo é mainstream, o algoritmo já está tão desenvolvido que o aplicativo já trás o que você quer, mastigado para você, de forma de que não é necessário ou se torna trabalhoso procurar algo em algum blog, ou site hospedado por ai. 

 Diria até mais, de algum modo os mecanismos de pesquisa identificam os sites mais que tem mais relevância os profissionais, ou que tem objetivo de venda de produtos em detrimento não apenas dos blogs mas páginas independentes que acabam por relatar uma baixa no acesso. Se tentar procurar, por exemplo, blogs de carros, verá que aparecerá um site de blog a cada 10 resultados, 1 por página. O resto são empresas comerciais, ou blogs dessas empresas afim de compartilhar conteúdo de nicho para ficar melhor ranqueado. Eu parei pra pensar e me vi num momento que eu não lembrava de nenhum site que gostava de visitar antigamente. Pra não falar nenhum, só um bem especifico (adivinha, sobre carros). Fiquei surpreso de pensar que acessava apenas as redes sociais e os principais jornais ou portais de notícias.

 Mencionado isso, decidi fazer um experimento. tentar viver a internet de antigamente. Isso não significa que não irei para as redes sociais. Mas eu vou tentar sair um pouco do mainstream e procurar aquilo que ninguém procura direito, ou nem tenta. Deve ter mais gente incomodada como eu, que não aceitam que as redes são toda a internet.

O Twitter na época de ouro: trabalhando acima de sua capacidade

 Para as redes, eu decidi me dedicar mais no X, e tentar usa-lo como no original: para atualizar o que eu estou fazendo, para saber das outras pessoas. Tentarei não me afundar nas notificações de notícias ou de produtos. Claro que noticias vem, mas vou tentar dar uma filtrada, assim como dar uma controlada no que eu estou seguindo. 

O livro que mencionei anteriormente menciona que um dos objetivos do Twitter era tentar aproximar as pessoas. Aquela galera nerd, através das atualizações. Por mais que estivessem distantes, de onde eles estavam, sabiam o que estava acontecendo e poderia twittar algo para as outras pessoas saberem também. Quem sabe voltamos a essas origens?

24 abril, 2025

Carta #1

É meu amigo, amizade de duas décadas não é fraca não!


E desde muito jovens nós dois temos essa afinidade pela escrita. Por este exercício, essa prática, apesar de nunca termos levado a fundo essa arte. 


Nunca é tarde. 


Mas, escrever por escrever já é valioso. Valioso como humano. 


O que aprendi como artista é que a arte é uma forma de expressão. 


Como assim? 


Às vezes a gente tem um sentimento, uma sensação aqui dentro e a gente não consegue dizer o que é. 


Já sentiu isso?


Não conseguimos nem definir o que sentimos. 


Do amor e gratidão à angústia e aperto no peito. 


O medo. 


É um caldeirão que a gente não controla. 


Queremos e precisamos dizer, falar. Mas as palavras não funcionam nessas horas. Elas são sim uma ferramenta de expressão, comunicação. Mas existem coisas que queremos dizer que as palavras não são suficientes.


(Ou são caladas e proibidas por imposição).


Um rabisco abstrato talvez funcione; tintas; barro; uma tela; uma parede.


Escrita talvez, mas que não esteja num discurso direto; um poema, de repente. 


Uma frase. 


Apenas uma frase que não tenha sentido, mas que contenha em si megaton de energia em potencial. 


A arte é uma forma de expressão. 


É um grito. 


Um pedido de socorro. 


Explosão de felicidade que é tamanha que, como disse, só assim é possível traduzir.


Tem coisa que a gente quer dizer, mas não sabe como: a gente só quer partir pra violência e quebrar a cara de um. 


Há danos e consequências. 


E existem aqueles que sim, conseguem traduzir em palavras tudo aquilo que sentem.

Existem mesmo pessoas que conseguem? Existem pessoas que conseguem em alguns momentos e outros não?


E o que hoje vejo (mas não generalizando) é que estamos tão à mercê na correnteza da rotina que não pensamos e nem nos permitimos nos expressar.


Gritar, usando a técnica que seja.


Nós, da nossa geração, que abrimos nossa casa desde cedo para um computador, que o vimos chegar e o convidamos a se sentar em nossa sala, e depois o trouxemos para o quarto, até arrumar um quarto só pra ele, vivemos esses dois mundos e talvez alguns de nós ainda tente alternar harmoniosamente entre esses dois mundos; talvez ainda tentando se acostumar até o fim com essa habilidade manca.


(Isso em si já é um consumo extra de energia).


Portanto, sentar e escrever o que queremos, da forma que queremos, nessa vida corrida e agitada, tentando ainda construir e nos encontrar, levando conosco os nossos, escrever com sentimento: é um ato de resistência. 


Colocar o cérebro e sentimentos, escrever com a alma, expressar, ser eu, ser humano.


Este blog é a nossa digital humana [digital porque é nosso registro, como aquilo que temos na pele dos dedos, ironicamente hospedada digitalmente].


EU SOU HUMANO! E quero lutar pela humanidade! Para que se lembrem que somos humanos e, cara, é muito bom ser isso.


Será que sou raso? Bom, eu nado na profundidade que consigo atingir, isso não me faz menos ou menor. E isso não importa.





23 abril, 2025

 Testando o modo presencial de postagem

Um Recomeço?

 Foi engraçado, mas foi começar a editar esse blog, que isso me levou a um passado que eu mal lembrava na minha juventude. Sim caro leitor, sou um jovem senhor da geração Y, como dizem por aí. Isso porque no final da minha adolescência, começo da minha vida adulta, eu editava um blog sobre carros.

 Na época, escrever era uma das coisas mais legais, se achava blogs de entusiastas também. Fazíamos contato com outros blogs que falavam do mesmo assunto, combinávamos parcerias para aparecer em outros lugares. Nessa época eu lia tudo o que tinha sobre carros e como não podia dirigi-los, escrevia sobre eles. Meio que uma válvula de escape, e eu gostava. Parando para pensar não sei muito bem o porque eu nunca retomei. Acho que porque conforme o tempo foi passando e a web foi mudando, isso acabou por desestimular as possibilidades. A vida de adulto também te da uma sensação de que se não tem tempo pra nada.

 O timing aqui está perfeito! Coincidência ou não, eu também estou lendo um livro que fala sobre a história da rede social, em específico uma. O livro se chama "A Eclosão do Twitter", de Nick Bilton. Apesar de um jeito pouco convencional de narrar os fatos (de um modo como se fosse história, como se ele estivesse lá observando), ele esclarece grande parte do como começou e como o Twitter se tornou o que ele é (ou foi, agora que tudo se tornou o X).

 O mais surpreendente foi ver que um dos co-fundadores do Twitter, o Evan Willians (@Ev) também foi vejam só, o fundador do Blogger! Sim, o blogger.com que hospeda gentilmente esse blog que você lê nesse momento. A intenção de ler esse livro é de entender o começo porque eu quero ler outro livro sobre o Musk. Aliás, o Twitter meio que nasce como o um site de microblogging... Mas isso pode ser assunto para algum post no futuro 😊. 

Capa do Livro "A Eclosão do Twitter"

 A web mudou drasticamente desde a última vez que postei por essas bandas. Não faço pelo alcance que minhas palavras podem chegar, hoje faço pela vontade de escrever. Talvez trazer alguns bons momentos da Internet em que nos preocupávamos menos com a forma. Ajudará também a sair um pouco dos domínios das redes sociais. Vou começar a "escavar" blogs interessantes que falem de assuntos diversos por aí. Tenho certeza que não devo estar sozinho nessa empreitada.

 Devo essa volta também a sugestão de um velho amigo, um irmão: Anderson Gorgone, que carinhosamente apelido de Son. Ele provavelmente editará algo aqui. Foi ele que instigou pelo WhatsApp a começar essa empreitada. Se isso dará certo ou não, se isso será algo motivacional, ou apenas algo amador para escrever, só saberemos com o tempo. Mas já garanto meus agradecimentos a meu grande amigo nessa primeira postagem.