Vou confessar a vocês que se o assunto for redes sociais, eu sempre fui mais para o Twitter do que para as outras redes. Antes eu não sabia o porque, mas agora lendo o livro que fala sobre sua origem, sei que tem muita correlação ao blog, a escrita e as palavras. Como microblogging, o Twitter se inspirou muito no Blogger, logo a rede social chamou tanta a atenção quanto o Blogger chamou a atenção a mim para abrir um blog.
Não me considero assíduo nas redes. Tenho aversão aos apps da Meta e suas infelizes escolhas de maltratar o usuário para que maximizar o tempo de uso (e suas propagandas), tudo através de um algoritmo que trabalha contra o usuário. É, eu sei que o antigo Twitter, o X também faz isso... Mas acho que dos males ele é o menor, permanece sendo a única rede que não caiu nas mãos do Zuckerberg. Seria pior estar nas mãos do Musk? Tenho certeza que tem gente que discorda do que eu penso...
O Twitter também tem uma característica interessante que difere dos da Meta. As pessoas não são só felizes, ou fazem algo que te deixa com vontade de fazer ou de ter. No X, tem gente triste, inconformada, tem notícias e tem memes. Tem muita coisa errada e ruim também. Mas a diferença é que eu entro no X e não fico triste depois que saio dele, como acontece com o Instagram, ou o Facebook. De acordo com o X, eu tenho essa conta desde 2009. Não sei dizer o porque, mas meus posts começam em 2016, 2017. Foi interessante rever alguns dos meus posts comentando momentos históricos, outros que nem lembrava de ter postado:
Eu tenho uma estranha sensação de que as redes sociais tomaram um tamanho tão grande que meio que perdemos o habito de procurar outras alternativas. Parece que tudo é mainstream, o algoritmo já está tão desenvolvido que o aplicativo já trás o que você quer, mastigado para você, de forma de que não é necessário ou se torna trabalhoso procurar algo em algum blog, ou site hospedado por ai.
Diria até mais, de algum modo os mecanismos de pesquisa identificam os sites mais que tem mais relevância os profissionais, ou que tem objetivo de venda de produtos em detrimento não apenas dos blogs mas páginas independentes que acabam por relatar uma baixa no acesso. Se tentar procurar, por exemplo, blogs de carros, verá que aparecerá um site de blog a cada 10 resultados, 1 por página. O resto são empresas comerciais, ou blogs dessas empresas afim de compartilhar conteúdo de nicho para ficar melhor ranqueado. Eu parei pra pensar e me vi num momento que eu não lembrava de nenhum
site que gostava de visitar antigamente. Pra não falar nenhum, só um bem
especifico (adivinha, sobre carros). Fiquei surpreso de pensar que
acessava apenas as redes sociais e os principais jornais ou portais de
notícias.
Mencionado isso, decidi fazer um experimento. tentar viver a internet de antigamente. Isso não significa que não irei para as redes sociais. Mas eu vou tentar sair um pouco do mainstream e procurar aquilo que ninguém procura direito, ou nem tenta. Deve ter mais gente incomodada como eu, que não aceitam que as redes são toda a internet.
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| O Twitter na época de ouro: trabalhando acima de sua capacidade |
Para as redes, eu decidi me dedicar mais no X, e tentar usa-lo como no original: para atualizar o que eu estou fazendo, para saber das outras pessoas. Tentarei não me afundar nas notificações de notícias ou de produtos. Claro que noticias vem, mas vou tentar dar uma filtrada, assim como dar uma controlada no que eu estou seguindo.
O livro que mencionei anteriormente menciona que um dos objetivos do Twitter era tentar aproximar as pessoas. Aquela galera nerd, através das atualizações. Por mais que estivessem distantes, de onde eles estavam, sabiam o que estava acontecendo e poderia twittar algo para as outras pessoas saberem também. Quem sabe voltamos a essas origens?